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O dia em que Picasso resumiu a vida

por Antonio Alves, em 16.04.16

Os grandes artistas assumem, muitas vezes, estatuto de deuses depois de mortos. Passam a vida a trabalhar como artesãos, em ambientes pouco ortodoxos, sempre em busca do detalhe que faz a diferença.Um destes deuses é Picasso, um inovador artista espanhol que passou a maior parte da sua vida a pintar, em França. Aí conheceu muitos artistas do seu tempo, numa cidade que sempre reuniu sonhadores em busca do amor e da vontade de viver a vida que escapa quando se está consciente.

A inspiração continua a surpreender os estudiosos. Uns dizem que só aparece quando se trabalha, outros dizem que não existe, alguns defendem que só pode aparecer num momento de distração… Uma coisa é certa: há momentos em que a confiança de ter feito bem é superior. Picasso, o artista que demorou muitos anos até conseguir pintar como uma criança, também procurava ideias na natureza, como qualquer pintor apaixonado pelo seu ofício. Paris é imensa, tem vida, tem sentimento e iluminou muitos destinos.

Típico dos deuses são as lendas, histórias que nos abalam pela força coesa e intensa na mensagem que transmitem. São frases curtas, nas quais nos revemos e nas quais encontramos uma sabedoria superior que nos era oculta até então. Pode uma frase resumir a vida? Provavelmente não. Picasso tentou e, como sempre, foi genial.

Num dia normal de trabalho, em busca de fazer um scketch, algures num parque de Paris, Picasso é interrompido por uma senhora dizendo reconhecê-lo e admirá-lo. Os elogios do costume foram seguidos por um pedido emocional da senhora que sonhava em ter um retrato seu, feito pelo grande artista. Após a insistência, o esboço surgiu com o seu traço inconfundível, num par de minutos. A senhora ficou agradavelmente surpeendida e entusiasmada pelas parecenças com o seu rosto. Um sentimento de responsabilidade e gratidão levou-a a fazer uma pergunta:

– Quanto lhe devo?

– 5000 francos, Madame – respondeu o artista.

– O quê? Tanto dinheiro? Mas você só demorou dois minutos a fazer este desenho…

– Madame, levou-me a vida inteira – respondeu Picasso celebremente.

Quanto tempo se leva a fazer um obra de arte? 1 ano? 2 meses? 3 horas? E o tempo que se levou a viver, a aprender a fazer, a descobrir o estilo pessoal, não conta? Conta sim, a vida é um fluxo continuo. Vivemos com todas as idades que tivémos e todo o conhecimento que temos é a nossa “vida inteira”.

Texto de Pedro Fernandes

 

 

 

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publicado às 21:54

André Sá Borges

por Antonio Alves, em 03.03.16

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Carvão sobre papel
40,5 X 30 cm
2016

 

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publicado às 23:07

Experiência 2

por Antonio Alves, em 13.02.16

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Experiência 2
64 x 32 cm
2016

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publicado às 22:29

Experiência 1

por Antonio Alves, em 10.02.16

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Experiência 1
Acrílico sobre papel
32 x 32 cm
2016

 
 

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publicado às 22:26

O Beijo

por Antonio Alves, em 08.02.16

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O Beijo
Carvão sobre papel
60 x 60 cm
2016

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publicado às 22:21

(Sem título)

por Antonio Alves, em 30.08.15

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(Sem título)
Grafite sobre papel
15,5 x 29,5 cm
2015

 

 

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publicado às 23:37

A minha pagina no Face

por Antonio Alves, em 19.08.15

Visitem a minha recente página no face, onde publicarei a maioria dos meus trabalhos e desenhos. Deixe o seu comentario, apoio e ajudai-me a divulga-la convidando os vossos amigos. Conto com a vossa colaboração.

www.facebook.com/arteantonioalves

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publicado às 03:21

A lamentação sobre Cristo morto

por Antonio Alves, em 06.06.15

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Carvão e pastel seco sobre papel
100 X 110 cm
2015 

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publicado às 01:43

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Relatório crítico

Recriação de uma obra

O objetivo da unidade de trabalho 5 era recriar uma das três obras apresentadas pela professora aplicando um estilo artístico do seculo XX.

As obras apresentadas foram: O retrato de  "Madame Marie-Geneviève- Marguerite de Senonnes", de Ingres-1814, Coty-1917 e Cavalo de Salamandra-1917 ambos de Amadeu Sousa Cardoso.

Numa primeira fase, fiz uma pesquisa sobre os dois artistas para relembrar alguns aspetos importantes das suas vidas e também sobres as obras em questão. Decidi escolher o Cavalo de Salamandra de Amadeu Sousa Cardoso e o movimento artístico o cubismo.

Realizei varias pesquisas sobre artistas cubistas onde dei mais importância na técnica e obra de Pablo Picasso e Georges Braque para conseguir concretizar o projeto. Mais tarde fui explorar a obra de Juan Gris.

Na fase seguinte criei vários esboços, alguns realizados em sala de aula. De seguida realizei um ultimo esboço em A2 onde me aproximei mais do futurismo do que cubismo.

O trabalho final foi realizado em acrílico sobre papel, 80x62 cm. Utilizei a técnica de colagem aproximando-me do cubismo sintético e da obra de Juan Gris. No final realizei algumas texturas e padrões com pastel de óleo. Realizei também colagens de algumas palavras apresentadas na obra “Clown” e Cavalo”, foram dispostas aleatoriamente mas sempre de forma dinâmica e artística. 

Tive alguma dificuldade em transformar e explorar certas partes da composição mas no final acho que respondi ao que era pedido.

Concluído, no meu ponto de vista, esta unidade de trabalho ajudou-nos a adquirir capacidades de abstração, simplificação e recriação de uma obra ou ate mesmo de algum objeto, também aprendi mais algumas técnicas de pintura, o que veio a aumentar a riqueza plástica do meu projeto. 

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publicado às 00:35

Amadeu Souza Cardoso

por Antonio Alves, em 15.05.15

Nascido em Amarante a 14 de novembro de 1887, frequentou o curso de Arquitetura da Escola de Belas-Artes de Lisboa, não o tendo chegado a concluir.

Parte para Paris em 1906, cidade onde vai manter-se até 1914, altura em que regressa a Portugal, em parte devido à eclosão da guerra. Refugiado em Amarante convive com outros artistas entretanto instalados em Portugal: Sonia e Robert Delaunay. Virá a morrer precocemente, em Espinho, vitimado pela pneumónica.
Amadeo é o grande artista do modernismo português  e provavelmente do século XX tendo realizado, num curto espaço de tempo, uma obra vasta que se mostrou permeável às principais correntes da pintura do seu tempo nisto se evidenciando em relação aos colegas de geração  revelando-se como um pioneiro no panorama nacional e tardiamente descoberto pelos artistas portugueses. O elogio contemporâneo veio de Almada Negreiros.
A sua carreira começou pelo desenho virtuoso e estilizado de álbuns de ilustrações e por caricaturas, após o que se vai consagrar à pintura. A experimentação ávida é uma constante de todo o seu trajeto pictórico, levando-o de tentativas pontilhistas ao orfismo, que surge do relacionamento com os Delaunay, passando por uma fatura de conotação expressionista. O cubismo atrai-o progressivamente, facetando formas e entrecruzando planos, geometrizando os elementos naturais, pesquisando o espaço. Já em Amarante serão aspetos culturais, tradicionais e populares que servirão de mote às composições. Estas adquirem uma fatura abstrata, para numa última fase proporem colagens, materiais não nobres como espelhos, ganchos de cabelo, areias, etc. Refazendo completamente os procedimentos pictóricos, assim assimilados à corrente dadaísta. Todos os movimentos dos anos 10 do século XX encontram-se na obra de Amadeo, fazendo dela o limite máximo que a pintura portuguesa atingiu, em termos das referências internacionais de então. Faleceu a 25 de outubro de 1918 em Espinho.

 

O salto do coelho , 1911 

 

Os Galgos , 1911 

 Sem título (Palhaço, Cavalo, Salamandra) -1911-1912

Stronghold de 1912

Paisagem de 1912 

 

 

Untitled (barcos) , 1913

Procissão de Corpus Christi de 1913

 

 

 

 Coty, 1917, lona, ​​vidro, papel, areia

Os elementos / fragmentos incorporados neste trabalho afastam do universo Amadeo de obras anteriores mais comumente aludido. Em Coty, Amadeo praticamente abandona os discos Delaunayian e os sinais estêncil; nesse meio tempo, ele introduz flores no repertório de suas naturezas-mortas '', pinta uma carta de baralho e substitui os fragmentos de guitarra para uma representação fragmentada de um nu feminino. Ele também substitui os collés papiers para a colagem de objetos. A tela é incrustada com vários pedaços de espelhos, grampos de cabelo e contas de colar; há também a superfície pintada de uma painel saliente de vidro no canto inferior esquerdo da tela, precisamente o local onde Amadeo pinta um dos frascos de perfume que ele identifica com a marca industrial criado por François Coty. No entrelaçamento apertado de aviões que se cruzam no canto superior direito, é ainda possível decifrar o perfil e a mão de um homem de fumo. 


A tomada de nu feminino em um fumador masculino em seu boudoir; perfumes, flores, clips, colares e espelhos (para não mencionar a metáfora potencial da aranha em sua teia e a borboleta) recall, se diria, um tema clássico, lembrando o Olympia escandaloso e Nana por Manet, ou, de forma mais estreita tempo, Les Demoiselles de Picasso de Avignon. 


Embora Coty não obedeça a uma conceção ilusionista de representação, nem qualquer sequência de narrativa linearidade, Amadeo não deixará de explorar a referência à experiência concreta, nem abandona a possibilidade de contar histórias em suas pinturas. Isto não invalida a todos o valor essencialmente pictórico deste trabalho. Pelo contrário, a partir das possibilidades abertas pelo cubismo, a Coty explora os limites da pintura através da diversificação das texturas, a sobreposição de planos e, acima de tudo, a introdução de colagem, destes fragmentos reais de um universo de referência que desestabilizam a pintura como modo de representação. Por isso, a Coty em primeiro lugar pensa e (de) constrói a pintura. É, sem dúvida por esta razão que muitas vezes é apontado como uma das obras mais importantes das últimas obras de Amadeo. 

 

Documentário sober a vida de Amadeu Souza Cardoso http://www.rtp.pt/play/p1210/a-velocidade-da-inquietacao

 

 

http://www.wikiart.org/en/amadeo-de-souza-cardoso

(Pagina não Concluida)

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publicado às 01:15

Montagem da instalação " Mundo Nosso"

por Antonio Alves, em 15.05.15

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publicado às 00:14

Instalação artística “ Mundo Nosso”

por Antonio Alves, em 14.05.15

No âmbito da disciplina de Oficina de artes do 12º ano do Curso Científico Humanístico de Artes Visuais, lecionado pela professora Paula Mota na Escola Secundária Antero de Quental, será desenvolvida uma unidade de trabalho- “ Instalação artística”, na sala de exposições do Hospital Divino Espírito Santo.

Preconceito e a ideia a ser desenvolvida na instalação, é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente.

Em primeiro plano, a instalação e constituída por duas peças fundamentais: as penas simbolizando o alvo do preconceito.
O segundo elemento é constituído por fios de lã distribuídos pelo espaço tendo como função criar a sensação de aprisionamento.

Ouvir-se-ão sons de uma floresta e de animais com o intuito de fazer com que o espetador se aperceba que comparativamente à natureza o Homem vive num mundo cheio de preconceitos.


Projeto elaborado por:
António Alves
Miguel Duarte
Tiago Bulhões

 

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publicado às 23:58

Instalações artísticas utilizando fios

por Antonio Alves, em 24.04.15

Submergence no Adelaide Festival   

A turnê mundial Submergence continua, quente na cauda da Cidade do México, com uma aparição no Adelaide Festival. A peça tem a honra de ser alojado na Rotunda, um belo ( e recentemente renovado ) coreto, doado pela cidade de Glasgow cerca de 150 anos atrás, e posicionada em Elder Park, centro de Adelaide . A localização revelou-se perfeito, mostrando que Submergence , apesar de ser concebida como um ambiente interno , funciona igualmente bem como um objeto exterior visto de longe.

 

As pessoas ainda podem passear dentro do espaço no entanto, e muitos o fizeram. Vários milhares de visitantes vieram para a noite de abertura, e muitos mais esperado para chegar durante o próximo par de semanas.Submergence em Blinc , Adelaide Festival, Elder Park, Adelaide de 28 de fevereiro até 15 de março de crepúsculo ' até tarde.

 

Submergence na Cidade do México

05 de fevereiro de 2015 

 

 

Museo Jumex na Cidade do México abriga a primeira exibição de Submergence fora da Europa. A exposição faz parte da Semana de Arte Visual, um excelente novo festival de arte de luz. Submergence está em boa companhia, com cinco de grande escala peças ao ar livre por Visual System ( FR) , Art Alliance / Peaktime (MEX) , João Martinho Moura, (POR) , Daniel Iregui e outros.

O primeiro dia completo vi filas que se estendem para fora da porta e cerca de 2.500 visitantes. Estes só tenho mais tempo, com os visitantes superior a 4.000 na sexta-feira e sábado, e um total de mais de16.000 (pagantes ) visitantes vendo a peça em seu slot de exposição de cinco dias.

 

 

 

 

Museo Jumex na Cidade do México abriga a primeira exibição de Submergence fora da Europa. A exposição faz parte da Semana de Arte Visual , um excelente novo festival de arte de luz. Submergence está em boa companhia , com cinco de grande escala peças ao ar livre por Visual System ( FR) , Art Alliance / Peaktime (MEX) , João Martinho Moura, (POR) , Daniel Iregui e outros.

 

The first full day saw queues extending out the door and some 2,500 visitors. These only got longer, with visitors exceeding 4,000 on the Friday and Saturday, and a total over 16,000 (paying) visitors seeing the piece in its five day exhibition slot.

O primeiro dia completo vi filas que se estendem para fora da porta e cerca de 2.500 visitantes . Estes só tenho mais tempo, com os visitantes superior a 4.000 na sexta-feira e sábado, e um total de mais de 16.000 (pagantes ) visitantes vendo a peça em seu slot de exposição de cinco dias.

 

 

 

( Página não concluida)

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publicado às 22:50

Motoi Yamamoto

por Antonio Alves, em 23.04.15

Motoi Yamamoto é um artista de renome internacional que chama sua terra natal, o Japão casa. Motoi é conhecido para trabalhar com o sal, geralmente sob a forma de, instalações de grande escala, temporárias intrincados. Sal, um símbolo tradicional para a purificação e luto na cultura japonesa, é utilizado em rituais fúnebres e por lutadores de sumô antes dos jogos. É frequentemente colocado em pequenas pilhas na entrada de restaurantes e outras empresas para afastar os maus espíritos e atrair os benevolentes. 

 

 

 

 

LABYRINTH
salt
5 x 14m
Making Mends / Bellevue Arts Museum
March - May, 2012

 

Motoi forjou uma conexão com a substância, enquanto luto pela morte de sua irmã, com a idade de vinte e quatro anos, de câncer no cérebro, e começou a criar arte a partir de sal em um esforço para preservar suas memórias dela. Sua arte irradia uma beleza intensa e tranquilidade, mas também transmite algo inefável, dolorosa e interminável.

 

 

 

 

"Desenho de um labirinto com sal é como seguir um rastro de minha memória. Memórias parecem mudar e desaparecer ao longo do tempo; no entanto, o que eu procuro é capturar um momento congelado que não pode ser alcançado através de fotos ou escritos ", Motoi disse. "O que eu procuro no final do ato de desenhar pode ser uma sensação de tocar uma memória preciosa."

 

 

 

(post não concluido)

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publicado às 01:00

Nixi Correia

por Antonio Alves, em 14.04.15

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 esboço a grafite sobre papel em A4

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publicado às 01:17




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